CAPÍTULO 1 - O Lugar Onde Minha Alma Acordou
por Raffaele Mendonça
Quando Deus Começou a Me Chamar
Existe um momento na vida em que Deus nos chama de volta para aquilo que sempre foi nosso. E comigo esse chamado começou muito antes de eu perceber. Começou ainda na infância, quando meu coração, pequeno e inocente, já buscava algo que nenhuma explicação humana podia justificar.
Mas antes de te levar comigo nesta viagem ao passado, preciso confessar:
o que vou contar aqui eu nunca contei a ninguém.
Sempre soube, lá no fundo, que Deus usaria cada detalhe da minha história para tocar alguém - talvez você.
Que Ele fale com o seu coração através das minhas palavras.
Quando Deus Fechou Todas as Portas
Essa história começou a ganhar forma anos depois, em 2015, quando Deus, de maneira suave e firme, fechou as portas da minha vida profissional.
Eu achava que tudo tinha desandado.
Planos cancelados, rumos perdidos, expectativas quebradas.
Mas foi apenas o Céu me reposicionando.
Hoje entendo: Ele me chamou para escrever o que eu havia guardado por toda a vida.
Era hora de voltar ao começo.
Ao lugar onde tudo despertou dentro de mim.
☁️ Minha Primeira Visão do Céu -Eu Tinha apenas 5 anos
Minha tia - que hoje está com Deus - foi quem abriu para mim a porta da fé.
Foi com ela que aprendi a orar com minhas próprias palavras, a conversar com Deus como quem conversa com um amigo íntimo. E eu fazia isso diariamente, com a sinceridade crua de uma criança.
Aos cinco anos, tive minha primeira experiência que mudaria tudo.
Enquanto orava pelas artistas que eu admirava - Xuxa, Sandy, Angélica… sim, eu orava por todas elas com toda devoção infantil que tinha - algo sobrenatural aconteceu.
De repente vi o Céu.
Havia luz.
Havia paz.
Havia pessoas alinhadas em filas, cantando e adorando a Deus, como um coral infinito.
E, para minha surpresa, aquelas artistas estavam lá também, louvando com seus rostos iluminados.
Aquilo marcou meu coração de uma forma que eu nunca mais consegui esquecer.
🔑 O Encontro Com São Pedro
Algum tempo depois, outra visão aconteceu.
Um homem apareceu diante de mim e se apresentou:
era São Pedro.
Ele me disse que tinha as chaves do Céu e que me mostraria coisas que eu precisava conhecer.
Nos levou por salas enormes, com portas de madeira gigantes. Pareciam quartos. Não sei se pertenciam a pessoas, a santos, ou a alguém especial. Ele explicava, mas eu era pequena demais para entender.
O que sei é que, naquele lugar, eu me senti em casa.
Uma paz tão profunda me envolveu que eu não queria voltar.
Mas São Pedro disse:
“Você precisa retornar ao seu espaço.
Um dia, você estará aqui novamente.”
Então ouvi vozes, e voltei ao meu quarto.
Desde então, eu carrego em mim o desejo de voltar para aquele lugar.
A saudade do Céu nunca mais me deixou.
Entre o Medo e o Silêncio: As Experiências que Marcaram Minha Infância
Após São Pedro no Céu: O Início de uma Nova Etapa
Após o episódio de São Pedro no céu, continuei minha jornada. A vida seguiu, mas algo dentro de mim parecia mais sensível, mais atento. Foi então que, certo dia, achei ter visto um espírito ruim - ou talvez tivesse escutado vozes. O medo foi tão intenso que fechei os olhos e me cobri inteira, acreditando que estava ficando louca.
Naquele momento, o pavor não vinha só do que eu tinha visto ou ouvido, mas da ideia de não conseguir explicar aquilo nem para mim mesma.
A Casa e Suas Presenças Invisíveis
Com o tempo, percebi que aquela casa já carregava situações terríveis. Não era apenas uma impressão isolada. Todas as noites eu ouvia passos no corredor, lentos, constantes, como se alguém caminhasse sem pressa. Ao mesmo tempo, a porta do quarto parecia rosnar, como se unhas a arranhassem do outro lado.
Mesmo assim, eu não ligava. Tentava encontrar uma explicação lógica para tudo.
O Medo Confundido com a Realidade
Alguém havia dito que existiam pessoas atrás do meu pai. Por isso, durante um instante, eu acreditava que aqueles barulhos noturnos fossem humanos, reais, vindos da escuridão da noite. Eu não imaginava, de forma alguma, que pudesse se tratar de algo sobrenatural -algo que, para muitos, já era comum naquela casa.
Por não entender, eu ignorava. Por inocência, eu seguia.
Quando a Inocência Não Enxerga o Perigo
Hoje percebo que, naquela época, eu não tinha maturidade para compreender o que realmente acontecia ao meu redor. Eu apenas sentia. Sentia medo, confusão e uma estranha necessidade de permanecer em silêncio. Aquela casa, aquelas noites e aqueles sons foram se tornando parte da minha história, mesmo sem que eu tivesse consciência disso.
E assim, sem perceber, continuei vivendo - carregando experiências que só mais tarde eu entenderia o quanto haviam me marcado.
Continuação
Essa é apenas a segunda parte da minha história.
Ainda há muito para ser contado - e muito que Deus fez ao longo dos anos.
O capítulo 3 está chegando.
